
Sobe o pano.
Thiago Vandré e Maria Renata estão subindo a Consolação, nos arredores do metrô Clínicas, num sábado à tarde qualquer.
É dia de jogo do timão, por isso os ônibus para a Barra Funda estão saindo pelas bocas de tanta gente dentro, com pessoas penduradas nas portas abertas.
Maria Renata, que até então só havia visto tal cena pela televisão, admirada, puxa Thiago pela manga escandalosamente:
- Olha, Thiago, o ônibus!
Thiago, envergonhado e disfarçando, olha pra frente e diz:
- Maria! Pára de olhar!
Antes que Maria Renata voltasse o olhar para frente, um tiozinho de boné e camisa do Coringão pendurado na porta do ônibus exibe-lhe o dedo do meio.
Moral da história: pimenta no fiofó dos outros é refresco, mas a vingança é um prato que se come frio, e, às vezes, num ônibus entupido tb 
"Café Pra Não Dormir", Supercordas.
PS: a bolsa do banner não é bonitinha???
E Maria Renata tornou sua vida pública novamente às 12h50
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