
Parada Gay bem xinfrim esse ano. Mais vazia e muito desanimada, diferente do ano passado... Mas foi interessante pq dessa vez não seguimos um carro só, me perdi com mais dois amigos do resto do grupo e acabamos chegando mais cedo ao Largo da Consolação, onde ouvimos os discursos militantes do primeiro carro. Sim, não é só festa, as pessoas banalizam tudo como sempre e deixam o propósito real pra trás, mas reconhecer que há um propósito nisso tudo é importante, e mesmo que seja um pensamento tão pequeno, já é algo. Ano passado fui a convite de um amigo, fui de curiosa, e acabei gostando de todo o clima da Paulista nesse dia, o que me fez retornar esse ano. Ouvir os discursos debaixo da bandeira colorida ontem (sim! a gente foi correndo pra lá quando viu!) me fez pensar um pouco nisso, o que não vai me tornar uma militante, mas sim uma pessoa mais consciente do que toda essa festa representa à comunidade gay.
No mais, às vezes eu preciso me lembrar que não sou a Courtney Love, que não sou o Frank Black, que não sou o Bernard Sumner, e que não sou um monte de outros vocalistas. Minha garganta agradece!
E Maria Renata tornou sua vida pública novamente às 18h20
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